A avaliação neuropsicológica é um procedimento que permite investigar hipóteses diagnósticas. O que é uma hipótese diagnóstica? É quando, por exemplo, ao levar seu filho ao neurologista infantil ou psiquiatra infantil, ao ouvir os pais e observar a criança, ele cogita, isto é, pensa se seria um caso de Transtorno do Espectro Autista- TEA.
Em muitos casos, essas especialidades médicas, vão solicitar aos pais que busquem a avaliação neuropsicológica, para que o neuropsicólogo investigue se se trata de caso de TEA, se as dificuldades atuais tem outras causas ou se há mais de um diagnóstico (como a presença do TEA juntamente com a condição de altas habilidades/superdotação).
De que modo é feita a investigação? O neuropsicólogo usa testes padronizados, alguns restritos aos profissionais da psicologia, outros testes são não restritos aos psicólogos. Como dito acima, há situações que além do TEA, outras condições são avaliadas e cada avaliação contará com as ferramentas necessárias para aquele indivíduo.
A condição de autismo deve ser investigada com boas ferramentas, experiência clínica e contato com pessoas que convivam com a criança. Nesse cenário, a necessidade de boas e confiáveis ferramentas de investigação, surgem o ADOS-2 e ADI-R.
O ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule, 2nd Edition – Escala de Observação para Diagnóstico de Autismo) é o padrão outro em avaliação observacional semiestruturada para o Transtorno do Espectro Autista-TEA. Aplicado por profissionais treinados em crianças (a partir de 19 meses) e adultos. Ele avalia comunicação social, interação e comportamentos restritos/repetitivos por meio de brincadeiras e conversas.
O ADI-R (Autism Diagnostic Interview-Revised, ou Entrevista Diagnóstica para o Autismo Revisada) é uma entrevista estruturada de padrão ouro usada por profissionais para diagnosticar o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Aplicado aos pais/cuidadores, avalia a história do desenvolvimento em comunicação, interação social e comportamento.
Essas ferramentas em conjunto, quando bem aplicadas permitem que se chegue a uma conclusão sobre o investigado. A afirmação de serem “padrão ouro” na medicina indica que são os meios de teste de maior precisão e eficácia disponíveis para diagnosticar uma condição específica. No caso do ADOS-2 e ADIR, grande precisão para investigar o TEA. O que é considerado padrão ouro na medicina serve como o ponto de referência definitivo (a melhor evidência científica) contra o qual novos métodos são comparados para avaliar a validade e sensibilidade clínica.
Devido a grande seriedade da investigação de autismo, tanto em bebês, quanto em crianças, adolescentes e adultos, é necessário questionar se o avaliador, o neuropsicólogo possui a certificação internacional para aplicar ADOS-2 e ADI-R.
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